
Ordinariamente (habitualmente) seguia de forma ordinária (medíocre) a sua vida desgraçadamente vulgar, comum, ordinária.
Impingido pelo destino à condição de ordinário, a sua insignificância em relação aos demais não provocava nenhuma revolta, nenhuma indignação, afinal, desde a tenra idade, pressentira que sua existência estaria vestida pelo avesso da melhor sorte.
Na fase adulta, a sua única certeza era de que dias piores viriam. E como chegaram. Vieram em uma profusão assustadora, na forma e no conteúdo.
Descansava seu corpo alquebrado num barraco, tentando conciliar o sono em vão. Morava na parte mais alta e acidentada do morro, cujo acesso era por uma intrigada rede de vielas bêbadas e disformes.
Nas últimas semanas, a insônia, essa filha bastarda do sono cumpria a determinação paterna à risca, impingindo o seu transtorno. Privando aquele deserdado da sorte do estágio fisiológico reparador que é caracterizado pela insensibilidade dos sentidos e pelo repouso que proporciona.
Ao longo de toda a sua existência sempre fora punido com sonhos em preto e branco, jamais a cores, mas, agora, nem aqueles sonhos de décima-quinta categoria.
Apesar de tudo, resistia e sobrevivia fazendo os biscates possíveis naquela comunidade paupérrima e por serem quase indigentes, pagavam pelos seus serviços valores miseráveis.
Como não fossem suficientes as suas purgações externas, punia o seu corpo com o vício dos cigarros baratos e das cachaças suspeitas, desta forma, pela fumaça incensava e pelo líquido encharcava sua alma, purificando-a.
Era um anticlerical extremado, mas de uma fé inabalável no Criador.
Insone e ofuscado pelos raios solares ao sair de seu barraco, não percebeu os movimentos das forças policiais e as do poder paralelo, o que foi fatal.
Velado por poucas pessoas numa das alamedas do cemitério, pois a despedida numa capela exigia recursos financeiros que não existiam, foram surpreendidos por gritos de uma mulher que em dedo em riste, gritava: Ordinário! Ordinário!
Ficaram perplexos. Afinal o termo ordinário definia o caixão ou o defunto?
Impingido pelo destino à condição de ordinário, a sua insignificância em relação aos demais não provocava nenhuma revolta, nenhuma indignação, afinal, desde a tenra idade, pressentira que sua existência estaria vestida pelo avesso da melhor sorte.
Na fase adulta, a sua única certeza era de que dias piores viriam. E como chegaram. Vieram em uma profusão assustadora, na forma e no conteúdo.
Descansava seu corpo alquebrado num barraco, tentando conciliar o sono em vão. Morava na parte mais alta e acidentada do morro, cujo acesso era por uma intrigada rede de vielas bêbadas e disformes.
Nas últimas semanas, a insônia, essa filha bastarda do sono cumpria a determinação paterna à risca, impingindo o seu transtorno. Privando aquele deserdado da sorte do estágio fisiológico reparador que é caracterizado pela insensibilidade dos sentidos e pelo repouso que proporciona.
Ao longo de toda a sua existência sempre fora punido com sonhos em preto e branco, jamais a cores, mas, agora, nem aqueles sonhos de décima-quinta categoria.
Apesar de tudo, resistia e sobrevivia fazendo os biscates possíveis naquela comunidade paupérrima e por serem quase indigentes, pagavam pelos seus serviços valores miseráveis.
Como não fossem suficientes as suas purgações externas, punia o seu corpo com o vício dos cigarros baratos e das cachaças suspeitas, desta forma, pela fumaça incensava e pelo líquido encharcava sua alma, purificando-a.
Era um anticlerical extremado, mas de uma fé inabalável no Criador.
Insone e ofuscado pelos raios solares ao sair de seu barraco, não percebeu os movimentos das forças policiais e as do poder paralelo, o que foi fatal.
Velado por poucas pessoas numa das alamedas do cemitério, pois a despedida numa capela exigia recursos financeiros que não existiam, foram surpreendidos por gritos de uma mulher que em dedo em riste, gritava: Ordinário! Ordinário!
Ficaram perplexos. Afinal o termo ordinário definia o caixão ou o defunto?

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