
Definitivamente, melhor sorte não encontraria abrigo na vida.
Era uma figura de baixa estatura, frágil e de cabelos rarefeitos, apesar da pouca idade. Nada significativo para os seus, afinal a genética condenara e condenava os ramos masculinos daquela árvore genealógica, preservando as ramagens, por femininas.
A natureza também o inoculou com o destempero de uma inquietação quase incontida.
A sensação de ouvir sons quase ininterruptos, vozes incessantes que jamais se quedavam, decorria de sua surdez quase total. Por não ouvir, ouvia em excesso por culpa dos impulsos desordenados do seu cérebro.
O tormento da surdez concorria, apenas com a mudez definitiva.
Essas restrições deveriam ser o suficiente e o bastante para qualquer ser humano, mas não para ele.
Impossibilitado desde sempre a comunicar-se com os demais, os seus gestos eram parcos e decisivos para o pleno desconhecimento dos seus sentimentos, desejos e verdades.
Visto de outra forma, a sua comunicação era de uma indigência que cotejava apenas com a miséria familiar.
Em síntese, a vida, na outra margem da vida daquele indivíduo o impossibilitava do partejamento de suas idéias que ficavam inscritas, somente nas páginas de suas anotações mentais.
O conhecimento de seus registros mentais constataria que a escuridão das letras, por analfabeto, não o impediram de tornar-se um sábio.
As suas assertivas decorriam das observações dos atos, dos fatos vivenciados e percebidos com a dimensão e com a inteireza daqueles que não sofrem influências externas, seja na forma ou no conteúdo. Avaliava tudo e todos com a marca da imparcialidade à dessemelhança da quimera perpetrada aos magistrados quanto à isenção impossível e irrealizável.
Desgraçadamente ficarão perdidos, intactos os seus registros, verdadeiros tratados de sabedoria e de tolerância que foram transcritos lucidamente nas páginas de sua agenda mental. Páginas pretéritas, páginas atuais e com algumas anotações já assinaladas, contemplando as folhas do futuro.
A vida e os indivíduos, caso tivessem acesso a essas informações, indiscutivelmente se transformariam e fariam que as relações de causas e efeitos fossem mais justas e perfeitas.
À vista desarmada, a deficiência daquele individuo fica adstrita apenas a sua pessoa.
Desafortunadamente, não – complemento eu.
Era uma figura de baixa estatura, frágil e de cabelos rarefeitos, apesar da pouca idade. Nada significativo para os seus, afinal a genética condenara e condenava os ramos masculinos daquela árvore genealógica, preservando as ramagens, por femininas.
A natureza também o inoculou com o destempero de uma inquietação quase incontida.
A sensação de ouvir sons quase ininterruptos, vozes incessantes que jamais se quedavam, decorria de sua surdez quase total. Por não ouvir, ouvia em excesso por culpa dos impulsos desordenados do seu cérebro.
O tormento da surdez concorria, apenas com a mudez definitiva.
Essas restrições deveriam ser o suficiente e o bastante para qualquer ser humano, mas não para ele.
Impossibilitado desde sempre a comunicar-se com os demais, os seus gestos eram parcos e decisivos para o pleno desconhecimento dos seus sentimentos, desejos e verdades.
Visto de outra forma, a sua comunicação era de uma indigência que cotejava apenas com a miséria familiar.
Em síntese, a vida, na outra margem da vida daquele indivíduo o impossibilitava do partejamento de suas idéias que ficavam inscritas, somente nas páginas de suas anotações mentais.
O conhecimento de seus registros mentais constataria que a escuridão das letras, por analfabeto, não o impediram de tornar-se um sábio.
As suas assertivas decorriam das observações dos atos, dos fatos vivenciados e percebidos com a dimensão e com a inteireza daqueles que não sofrem influências externas, seja na forma ou no conteúdo. Avaliava tudo e todos com a marca da imparcialidade à dessemelhança da quimera perpetrada aos magistrados quanto à isenção impossível e irrealizável.
Desgraçadamente ficarão perdidos, intactos os seus registros, verdadeiros tratados de sabedoria e de tolerância que foram transcritos lucidamente nas páginas de sua agenda mental. Páginas pretéritas, páginas atuais e com algumas anotações já assinaladas, contemplando as folhas do futuro.
A vida e os indivíduos, caso tivessem acesso a essas informações, indiscutivelmente se transformariam e fariam que as relações de causas e efeitos fossem mais justas e perfeitas.
À vista desarmada, a deficiência daquele individuo fica adstrita apenas a sua pessoa.
Desafortunadamente, não – complemento eu.

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