Lembrem que na Grécia Antiga a sodomia era a forma de transferência de conhecimentos e de doenças sexualmente transmissíveis, mais recentemente, quando do descobrimento do Brasil, a conjunção anal era a transferência da crença religiosa para os infiéis, e hoje, o ato é de puro prazer para aqueles que delas fazem uso e gosto, por mero exercício do livre arbítrio.No passado era imposição, atualmente é preferência.
O preconceito vigente contra os que têm opção sexual diversa é um ato de estupidez e invasão de privacidade (perdoe-me pelo trocadilho infame).
Ninguém é obrigado a conviver com pessoas que divirjam de suas normas de procedimentos e de condutas.
Caso um indivíduo seja extremamente pessimista e suas colocações girem em torno da inviabilidade da vida, o afastamento do convívio dessa pessoa é um ato discricionário, normal, enfim, todos têm direito a preservação do equilíbrio psíquico, apesar das vicissitudes da vida que pesam no outro prato da balança da arte de viver.
Tal postura não é preconceituosa, é um exercício de salvaguarda de seu bem-estar, completamente oposta à reação para com aqueles que sexualmente são diferentes de nós.
Não os agridam verbal e fisicamente, afastem-se. Esse é seu único direito e um procedimento moralmente correto.
O grande engodo é acharmos que somos os únicos certos, corretos, frente às incertezas da vida.
A heterossexualidade não denota vida ilibada, não é indicação de conduta ética irrepreensível, em síntese, a afinidade, a atração, ou comportamento sexual entre indivíduos de sexos diferentes não é abrigo incondicional das virtudes, óbvio.
A aversão à corrupção, a postura ativa de indignidade contra as atitudes nefastas da grande parcela dos homens públicos, a indignação pela inexistência de uma rede de saúde pública, de escolas modelos, de salários dignos, essas sim, deveriam ser nossos julgamentos ou opiniões formadas, associadas às ações de protestos veementes em nosso cotidiano.
As atitudes acima exigem posicionamentos que demandam esforços e dedicação, enfim, é mais cômodo execrar o diferente, seja o homossexual, o negro, os desvalidos da sorte.
Na realidade não passamos de prepotentes em exigir uma conduta sexual assemelhada à nossa, independente de nosso conjunto de qualidades, ou falta de, de nossas condutas boas ou más e de nossas concepções sobre moral.
Assistimos passivamente e permitimos todas as violências perpetradas contra os nossos (des)semelhantes estratificados socialmente, em condições inferiores à nossa.
Verdadeiramente, impomos aos que julgamos diferentes a indiferença, o desprezo e essas atitudes representam o rompimento da distinção com os demais animais, o da racionalidade.

Texto perfeito! Amei,amei!
ResponderExcluirVou mostrar a meia duzia de "animais" que se acham superiores ao homossexuais.Muito bom!
Cada vez mais amo suas "composicoes".
Abracos Energeticos,
Tâmara,
ResponderExcluirApesar de achar a vida uma causa perdida, as vezes é necessário reagir contra a boçalidade humana.
Bom que você tenha gostado.
Beijos