
Era um parvo.
O seu nível mental admitia a existência da solidariedade humana.
A convergência de sentimentos e atitudes, entre os indivíduos, com intuito de manter uma unicidade de ação e gesto, não passava de um desejo daquele indivíduo portador de idiotia.
Essa aspiração irrefreável da comunhão entre os humanos, entorpecia aquela mente já conturbada pelo destino, provocando equívocos monumentais em sua avaliação.
Confundia uma simples atenção de seu semelhante com a sua pétrea convicção sobre a existência de solidariedade.
A sua insistência sobre a existência de um atributo que não faz parte da natureza dos humanos, com o passar do tempo, levou a frustração e o transformou numa figura amarga.
Os muitos olhares que assistiam aquela derrocada humana eram frios, ausentes, afinal, a destruição física e psicológica de alguém não representava absolutamente nada para aquelas retinas insensíveis e indiferentes, afinal o problema era alheio às suas pessoas.
Aquele indivíduo atoleimado e agora depressivo compreendeu que a existência de uma caminhada em grupo não significa quaisquer compromissos entre os componentes do mesmo, afinal, o estar junto é uma mera acidentalidade de percurso, nada mais que isso.
Todos os discursos sejam religiosos, sociológicos ou antropológicos que tentam contrariar essa realidade solar, da inexistência de solidariedade humana, apenas prostituem os fatos, maculam a verdade e tornam-se, simplesmente, estelionatários da vida que, aliás, não necessita de indignidades adicionais.
Tentam humanizar esses bípedes pensantes, mediante diversas teses vazias, cometendo desvario contra o Criador que expurgou o sentimento de solidariedade em suas criaturas, por razões de fórum íntimo.
O homem é torpe, independente, do ângulo de análise e aceitar essa realidade é o primeiro passo na direção do equilíbrio e da sensatez.
A generosidade de poucos não sobrepuja a essência da maioria que cultua, apenas, a si mesma, ou seja, essas pessoas não passam de ególatras.
A utilização do melhor vernáculo não é pernosticismo, é uma mensagem subliminar, pois, o sufixo da palavra utilizada relembra uma das debilidades humanas (alcoólatra) e desta forma, o faço para realçar da pior forma a adoração que fazem de si mesmas.
Lembre-se que a sua dor, a sua tristeza, a sua depressão não será amparada por ninguém.
Aprenda com as ondas do mar que chegam às praias, murmurando suas dores e seus lamentos e buscam desesperadamente a solidariedade das areias que moucas as absorvem com indiferença e desprezo.
Assim, agem os seres humanos.

"Aprenda com as ondas do mar que chegam às praias, murmurando suas dores e seus lamentos e buscam desesperadamente a solidariedade das areias que moucas as absorvem com indiferença e desprezo."
ResponderExcluirAs ondas vão e vem ... e assim também é o ciclo da vida né Pai?
"Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?"
É com grande tristeza que concordo com cada linha do seu texto. Um dia aprendo com o mar, no momento fico levando caixote ... rs.
TE AMO!
Marcus,
ResponderExcluirUtilizei-me daquela figura de linguagem, onde a indiferença das areias das praias ignoram o pseudo sofrimento das ondas. Era a adequada dentro do contexto.
Agora, com outra qualidade de olhar, podemos afirmar que as areias debilitadas pelas incessantes crueldades das ondas, mantinham-se exauridas de tal forma, que nem condições para protestar sobre as covardias sofridas que eram possíveis.
Portanto, as nossas percepções sobre o mundo, aos poucos, acabam sendo alteradas.(o caixote).
Não nos restam alternativas senão seguir em frente, apesar das injustiças que às vezes são perpretadas e nos magoam.
A letra da canção ajuda a fazermos uma reflexão mais profunda sobre nossas vidas e fixarmos naquilo que é mais importante, que é fundamental.
Beijos,
Papai
Solidariedade tem algo de solitário e algo de idade o que nos remete, isso, re-mete, ao tempo em que a gente achava que o mundo era algo mudável mutante mutável e que era nossa função fazer algo nesse sentido. O tempo, que como você sabe muito bem, não existe, nos faz perceber que mais do que a gravidade, algo nos impele para o centro da terra e ficamos cada vez mais imóveis, mais insensíveis e mais solidários; solidários ao não fazer nada, solidários ao silêncio, solidários às mesquinharias, manias e vicìos da solis idade.
ResponderExcluirCaraca... que viagem.
Mania de pensar,
ResponderExcluirA inexistência de reflexão que você denomina de viagem é a razão do estágio de superficialidade nas relações humanas que permeia a humanidade.
O solitário na solidariedade é o ato de desprendimento do indivíduo para perceber a importância do outro.
Abraços