
O caminhar era claudicante, apoiado numa bengala para suportar o peso do corpo que, aliás, já prenunciava as marcas inexoráveis do tempo.
Seguia sozinho. A incerteza de que rumo tomar contrastava com a convicção ditada por sua consciência, que se expressava com uma voz clara mas arfante, conseqüência de uma obesidade mórbida. Morbidez alimentada, sofregamente, pelas as ações indignas e aviltantes daquele indivíduo, desgastado fisicamente.
O ser caminhante ignorou-a, como sempre fizera ao longo de sua existência.
Os transeuntes, seguindo seus destinos, não perceberam o indivíduo, que contraia os músculos da face, reflexo da dor que invadia seu corpo e materializando, assim, por ironia do destino, uma desforra da vida, pois aquela pessoa sempre desprezou a humanidade.
Para ser justo, sua atenção com os outros era baseada em suas aparências, que significavam, em sua opinião ou juízo, a possibilidade de usufruir da posição social dessas potenciais vítimas para locupletar-se.
Acumulou patrimônio, utilizando-se da exploração impiedosa de seus (des)semelhantes, negando-lhes os mais comezinhos direitos e atuando à margem da lei.
A bem da verdade, suas atividades não eram acolhidas no Código Penal, eram fundamentadas na legalidade. Entretanto, o modo de gerir é que era eivado de vícios iníquos.
Utilizando-se da ignorância e das necessidades prementes das pessoas, espoliava-as, negociando sempre a preços vis. Qualquer indivíduo, com mínimo de humanidade, se sentiria constrangido, usurpador da dignidade alheia, negociando naquelas bases.
Contudo, ele deleitava-se com o lucro desmedido que a transação proporcionava.
Era só, nunca tivera amigos, somente lapsos exíguos de amizade.
A sua alma, fatigada e impotente, questionava que desvio havia cometido, por ser condenada a partilhar aquele corpo que, de humano, só tinha a forma.
Fracassada na sua missão a alma, embora não tenha realidade física ou material, percebeu uma lágrima solitária percorrer sua parte incorpórea. Surpresa, percebeu que o Ser Supremo, com esse gesto, a redimia, pois aquele ser, que caminhava trôpego e errático, era uma causa perdida.
Seguia sozinho. A incerteza de que rumo tomar contrastava com a convicção ditada por sua consciência, que se expressava com uma voz clara mas arfante, conseqüência de uma obesidade mórbida. Morbidez alimentada, sofregamente, pelas as ações indignas e aviltantes daquele indivíduo, desgastado fisicamente.
O ser caminhante ignorou-a, como sempre fizera ao longo de sua existência.
Os transeuntes, seguindo seus destinos, não perceberam o indivíduo, que contraia os músculos da face, reflexo da dor que invadia seu corpo e materializando, assim, por ironia do destino, uma desforra da vida, pois aquela pessoa sempre desprezou a humanidade.
Para ser justo, sua atenção com os outros era baseada em suas aparências, que significavam, em sua opinião ou juízo, a possibilidade de usufruir da posição social dessas potenciais vítimas para locupletar-se.
Acumulou patrimônio, utilizando-se da exploração impiedosa de seus (des)semelhantes, negando-lhes os mais comezinhos direitos e atuando à margem da lei.
A bem da verdade, suas atividades não eram acolhidas no Código Penal, eram fundamentadas na legalidade. Entretanto, o modo de gerir é que era eivado de vícios iníquos.
Utilizando-se da ignorância e das necessidades prementes das pessoas, espoliava-as, negociando sempre a preços vis. Qualquer indivíduo, com mínimo de humanidade, se sentiria constrangido, usurpador da dignidade alheia, negociando naquelas bases.
Contudo, ele deleitava-se com o lucro desmedido que a transação proporcionava.
Era só, nunca tivera amigos, somente lapsos exíguos de amizade.
A sua alma, fatigada e impotente, questionava que desvio havia cometido, por ser condenada a partilhar aquele corpo que, de humano, só tinha a forma.
Fracassada na sua missão a alma, embora não tenha realidade física ou material, percebeu uma lágrima solitária percorrer sua parte incorpórea. Surpresa, percebeu que o Ser Supremo, com esse gesto, a redimia, pois aquele ser, que caminhava trôpego e errático, era uma causa perdida.

Por mais vitoriosos que nos sintamos, por mais felizes que parecemos, por mais saudáveis que estivermos sempre existira dentro de nós o SER TRÕPEGO. Esta entidade que pode nunca se materializar por completo sempre, por vez e outra, emerge de nosso âmago e assume seu papel nessa vida, na nossa pele. Parabéns pela sua visão especial para identificá-lo tão perfeitamente.
ResponderExcluirquem é o apedeuta?
ResponderExcluirJorge Luiz,
ResponderExcluirVocê não pode avaliar a satisfação de receber suas considerações profundas que merecem um texto. Na minha visão míope procurei ver a vileza de certos seres, ditos, humanos.
Agradeço pela generosidade que, aliás, é uma marca indelével sua, em parabenizar-me.
Agora, quanto quem vem a ser o apedeuta, confesso sem nenhum escrúpulo, sou eu.
Esse indivíduo ignorante sobre a vida e sem a instrução desejada.
Um forte abraço, do seu amigo
Tenho lido os textos aqui contidos e quero deixar registrado minha total concordância em relação àqueles que apresentam de forma contundente a realidade de nosso ( nem tanto)torrão. Tenho aproveitado dessa oportunidade que voce nos oferece repassando a todos os meus contatos na esperança que esses o façam também e assim consigamos atingir um número significativo de conhecedores desse seu trabalho e alcance muitos formadores de opinião propiciando a conscientização de um contingente que permita uma mudança nesse caos em que vivemos.
ResponderExcluirMinhas mais sinceras congratulações por essa sua iniciativa . Abraço . Elias