
O imperador romano Calígula, segundo biografia do escritor Suetônio, colocou seu cavalo predileto, Incitatus, no rol dos senadores romanos, e conjecturou fazer dele cônsul (magistrado supremo).
Gozava do privilégio de dormir com mantas púrpuras, cor destinada somente aos trajes reais, e era enfeitado com um colar de pedras preciosas.
Incitatus tinha um numero expressivo de criados pessoais, que somavam 18 (dezoito).
Antes disso, havia nomeado o mesmo cavalo como sacerdote, designando uma guarda pretoriana para tomar conta de seu sono.
A idéia de Calígula era humilhar o Senado romano mostrando que, se podia nomear um cavalo sacerdote e senador, podia fazer qualquer coisa.
Feito o intróito, adentremos no principal, avaliando o Senado da nossa República.
Constatamos que o mundo mudou muito, e para pior.
Nós, os eleitores, não passamos de cavalgaduras, que suportamos o peso, através dos impostos e da falta de representatividade, dos 81 senadores. Não confundam com os 18 criados de Incitatus, por favor!
E, por gentileza, não entrem no terreno perigoso da galhofa, ao usarem o termo “senador” no sentido figurado, conforme dicionário:
-“RS Fig. Cavalo muito idoso”.
A atual crise que os senadores, de forma ardilosa, atribuem ao Senado, sabem que lhe são autores e responsáveis.
Quando fazem, atribuindo à Instituição, as vilezas essencialmente humanas, praticadas por muito deles, rotulam-nos como estúpidos, sem capacidade de discernimento ou, melhor dizendo, como umas bestas quadradas.
Essencialmente, o que fazem “Suas Excelências”?
Simples: - profanam as tribunas, com discursos aparentemente vazios, entretanto eivados de mensagens subliminares, que permeiam a coação, a chantagem, a extorsão aos demais poderes, com o único e sórdido fito de se locupletarem com os recursos advindos da miséria do povo brasileiro.
Lamento, Excelências! O profissionalismo, em qualquer empresa, é fator preponderante para a manutenção do emprego, e a desídia de suas condutas, caso estivessem no setor privado, não tenham o menor resquício de dúvida, estaria aumentando a estatística dos desempregados desse país.
Não sou nefelibata e sei que essas inquietações não fazem parte das preocupações de Vossas Excelências, pois a maioria esmagadora desse país é de deserdados da sorte, sem esclarecimentos. Não leêm por serem analfabetos, e os alfabetizados não o fazem por falta absoluta de recursos, graças às vossas posturas, em grande parte.
As razões para esses descasos não são dificeis de serem deduzidas, pois nós, eleitores, somos cavalos mancos, com a pata quebrada, e todos sabem que animais assim são sacrificados, mortos, por inexistência de cura. E a nossa morte metafórica é o esquecimento das tamanhas indignidades, infâmias, que provocam a reeleição repugnante de Vossas Excelências.
Esse quadrúpede que escreve tem uma certeza pétrea:
- o imperador Calígula não era um louco, como a história o retrata e, sim, um sábio. O Incitatus não custava tanto, aos cofres do Império, quanto a quantia vultosa que é dispendida com cada um dos senadores de nossa República.
Nessa observação acima não vai nenhuma ofensa à Vossas Excelências. Não interpretem, de forma errônea, o parágrafo anterior! Não os comparo ao cavalo Incitatus, nem é de meu feitio ferir as normas de civilidade ou da natureza. Afinal, as animálias somos nós, os eleitores. Não atribuo à Vossas Excelências, tampouco, a condição de cavalariços e, sim, de cavaleiros. Contudo, jamais receberão de mim a qualificação de cavalheiros.
Nota:
– como padeço de masoquismo, assisto à tv Senado. Permitam-me aduzir que, apesar de não ferirem o regulamento nem o decoro parlamentar, os apartes constantes dos celulares, quando V. Excelências ocupam as tribunas, ferem os príncipios da civilidade e da boa educação. Desliguem-nos!
Gozava do privilégio de dormir com mantas púrpuras, cor destinada somente aos trajes reais, e era enfeitado com um colar de pedras preciosas.
Incitatus tinha um numero expressivo de criados pessoais, que somavam 18 (dezoito).
Antes disso, havia nomeado o mesmo cavalo como sacerdote, designando uma guarda pretoriana para tomar conta de seu sono.
A idéia de Calígula era humilhar o Senado romano mostrando que, se podia nomear um cavalo sacerdote e senador, podia fazer qualquer coisa.
Feito o intróito, adentremos no principal, avaliando o Senado da nossa República.
Constatamos que o mundo mudou muito, e para pior.
Nós, os eleitores, não passamos de cavalgaduras, que suportamos o peso, através dos impostos e da falta de representatividade, dos 81 senadores. Não confundam com os 18 criados de Incitatus, por favor!
E, por gentileza, não entrem no terreno perigoso da galhofa, ao usarem o termo “senador” no sentido figurado, conforme dicionário:
-“RS Fig. Cavalo muito idoso”.
A atual crise que os senadores, de forma ardilosa, atribuem ao Senado, sabem que lhe são autores e responsáveis.
Quando fazem, atribuindo à Instituição, as vilezas essencialmente humanas, praticadas por muito deles, rotulam-nos como estúpidos, sem capacidade de discernimento ou, melhor dizendo, como umas bestas quadradas.
Essencialmente, o que fazem “Suas Excelências”?
Simples: - profanam as tribunas, com discursos aparentemente vazios, entretanto eivados de mensagens subliminares, que permeiam a coação, a chantagem, a extorsão aos demais poderes, com o único e sórdido fito de se locupletarem com os recursos advindos da miséria do povo brasileiro.
Lamento, Excelências! O profissionalismo, em qualquer empresa, é fator preponderante para a manutenção do emprego, e a desídia de suas condutas, caso estivessem no setor privado, não tenham o menor resquício de dúvida, estaria aumentando a estatística dos desempregados desse país.
Não sou nefelibata e sei que essas inquietações não fazem parte das preocupações de Vossas Excelências, pois a maioria esmagadora desse país é de deserdados da sorte, sem esclarecimentos. Não leêm por serem analfabetos, e os alfabetizados não o fazem por falta absoluta de recursos, graças às vossas posturas, em grande parte.
As razões para esses descasos não são dificeis de serem deduzidas, pois nós, eleitores, somos cavalos mancos, com a pata quebrada, e todos sabem que animais assim são sacrificados, mortos, por inexistência de cura. E a nossa morte metafórica é o esquecimento das tamanhas indignidades, infâmias, que provocam a reeleição repugnante de Vossas Excelências.
Esse quadrúpede que escreve tem uma certeza pétrea:
- o imperador Calígula não era um louco, como a história o retrata e, sim, um sábio. O Incitatus não custava tanto, aos cofres do Império, quanto a quantia vultosa que é dispendida com cada um dos senadores de nossa República.
Nessa observação acima não vai nenhuma ofensa à Vossas Excelências. Não interpretem, de forma errônea, o parágrafo anterior! Não os comparo ao cavalo Incitatus, nem é de meu feitio ferir as normas de civilidade ou da natureza. Afinal, as animálias somos nós, os eleitores. Não atribuo à Vossas Excelências, tampouco, a condição de cavalariços e, sim, de cavaleiros. Contudo, jamais receberão de mim a qualificação de cavalheiros.
Nota:
– como padeço de masoquismo, assisto à tv Senado. Permitam-me aduzir que, apesar de não ferirem o regulamento nem o decoro parlamentar, os apartes constantes dos celulares, quando V. Excelências ocupam as tribunas, ferem os príncipios da civilidade e da boa educação. Desliguem-nos!

Como voce "brinca" com as palavras, como "costura" bem o texto assim nos prendendo do inicio ao fim, nos fazendo questionar centenas de perguntas e nos fornecendo um cabedal de informacao.
ResponderExcluirPara que informacao? Pessoas cultas, criticas em um Pais onde a maior parte dos representantes do povo e ignorante? Quanto mais ignorante mais facil de manipular a "massa" e automaticamente mais facilmente os incompetentes politicos continuarao no "poder" usufruindo assim dos nossos impostos.
Beijos, Senhorito Paulo, o Sabio dos sabios!
Abracos Energeticos
Tâmara,
ResponderExcluirNos anos 30, do século passado, Osvaldo Aranha, que foi ministro da Justição e da Fazenda, além, de embaixoador, cunhou a frase que tem a seguinte dicção:" O Brasil é um deserto de homens e de ídéias". Lamentavelmente, o deserto só tem aumentado e as idéias, quando as surgem são ignoradas, na sua plenitude, pelos mandatários do país.
Sou apenas uma besta inconformada que quando pode, utiliza-se de sua única argumentação, isto é, dar "coices", sabendo que os destinários não serão atingidos, ou pela distância física, ou que é pior, pela indiferença.
Espero que aí em Londres, apesar das últimas vicissitudes do Parlamento daí, o povo não esteja tão premido, quando o brasileiro.
Não preciso ressalvar, suas palavras sempre gentis, com esse apedeuta.
Beijos saudosos
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFaço das palavras de Tâmara as minhas.
ResponderExcluirPara que informacao? Pessoas cultas, criticas em um Pais onde a maior parte dos representantes do povo e ignorante?
Nossa pai, se você é uma besta inconformada, os representantes do povo são o que?
Voce é meu apedeuta predileto! huehuehuehue
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOlá Paulo!!!
ResponderExcluirSempre nos levando à reflexão a respeito da nossa triste realidade....
Obrigada por mais estas palavras que mais parecem um "balde de água fria" em nossas atitudes, quase sempre do tipo "João sem braço", ou melhor dizendo: de "cavalos mancos, com a pata quebrada", nos restando um futuro quase certo: o sacrifício! (e que sacrifício hein?? A começar pela aposentadoria...zZz)......rsrs
Ah! Aproveito para agradecer pelo retorno quanto ao meu "correio eletrônico"...desta vez você conseguiu abrir? Espero que sim!!!
Forte Abraço
Aline,
ResponderExcluirParece que as forças desgovernadas do Cosmo estão interferindo, em nossos contatos eletrônicos.
Tinha acabo de receber a postagem da Tâmara, quando voltei ao texto,e verifiquei que havia cometido um erro de digitação (estava escrito: adrentemos, e não, adentremos). Entrei no sistema e retifiquei o texto. Nesse interim houve a postagem de seu comentário.
Quando voltei ao Blog, achando que com essa minha operação, o comentário da Tâmara desapareceria. Qual foi minha surpresa desalentadora e negativa:
o sistema removeu o seu comentário.(colocando a mensagem: "Esta postagem foi removida pelo autor").
Jamais cometeria um gesto dessa natureza, mesmo que os comentários fôssem os mais desairosos sobre minhas abordagens.
O direito ao pensamento deve ser sempre livre e esse espaço tem como objetivo o exercício da maiêutica (a arte de partilhar idéias).
Acabei de enviar um correio eletrônico para o Heidi, solicitando que ele a comunicasse do fato ocorrido, com meus pedidos de excusas.
Quando percebi que podia e deveria informá-la nesse espaço.(coisas da velhice).
Reitero meus pedidos de desculpas e peço que, faça a gentileza de reenviar seus comentários novamente.
Respeitosamente e com um forte abraço
Marcus,
ResponderExcluirA resignação que o sistema pretende impor às pessoas devem ser rechaçadas, repelidas, por nós, que com esforços hercúleos, estudamos. E foi a custa de extremos sacrifícios. Particularmente, perdi a juventude, privando-me de tudo para poder estudar. O dinheiro escasso para pagar a faculdade particular, permitia-me ao luxo de tomar um mísero copo de leite a guisa de jantar. Faz parte do jogo.
A passividade é aliada desse modelo, por isso, temos o dever de contestar, ampliar o senso crítico de todos nós.
Aos deserdados da sorte que não puderam estudar, restam-nos incentivá-los ao retorno aos estudos e mostrarmos o mundo, com outra qualidade de olhar.
A maioria dos parlamentares visam somente os seus desprezíveis interesses. A nossa única arma que, aliás, somente tem, uma única bala é: o VOTO QUALIFICADO, portanto, temos o dever de acertar o alvo.
Agradeço pelos comentários e ficou satisfeito de ser apedeuta predileto.
Aline,
ResponderExcluirNesse mecanismo alienante que somos subjulgados, aliada a busca incessante pela sobrevivência, tornamos indiferente a tudo.
O "modus faciendi" (maneira de agir) do sistema é induzir às pessoas a viverem de forma individualizada e engulindo as informações, as deformações, sem a mínima criticidade.
É necessário revertemos isso, pois, do contrário, como você mesmo comentou, resta-nos apenas o auto sacrifício.
A aposentadoria é um indignidade nesse país.
Quanto ao seu correio eletrônico, reenvie-me, pois, conforme comentário anterior, ao clicar para vê-lo, o mesmo repetiu a dose, desapareceu nesse espaço cibernético, como já não bastasse o buraco negro do cosmo.
Obrigado pelos comentários,
Abraço forte
Oi tioo!
ResponderExcluirAdorei o texto!
Desculpa ás vezes a minha ausência!
É que to sempre na correria!
Peguei com meu primo esse endereço e sempre que eu puder irei comentar! Por aqui tá tudo bem..e por aí!? Vou ver se no fds, que eu não trabalho ligo prai pra te contar as novidades!
Ah..parabééns pelo blog!
Fico feliz em ser sobrinha de uma pessoa com palavras tão sábias. Sempre que puder estarei aqui!
UM BEIJO DA SOBRINHA PREFERIDA!
:*
Claudinha,
ResponderExcluirVocê não pode avaliar minha felicidade com sua postagem. Não pelos comentários bondosos, mas, por saber que você está bem.
Espero que sua corrida não seja, apenas, pelo trabalho. Corra para cuidar da saúde (rins).
Acelere seus planos de retorno à faculdade.
Aguardo sua ligação, e a sua presença.
Aqui, apesar dos percalços naturais da vida, tudo vai bem.
Um grande beijo do seu tio.
Oi Paulo....
ResponderExcluirNão fique aflito, pois foi eu quem "deletou" as postagens anteriores, quase que num ato de "mão invisível"......hahahahaha
Por falar nisso, que saudades das suas aulas, sabia? Já era sagrado o comentário sobre a mão invisível do mercado, seguido das brincadeiras gestuais de Denise!!! rsrsrs
Motivo que me levou a excluir as postagens: também foi por erros de digitação...coincidência, não??? rsrs
Volto a dizer, não fique aflito....jamais pensaria que você pudesse, propositalmente, excluir um comentário de quem quer que seja! Acredito na sua capacidade de respeitar a opinião alheia, aliás, já provou isto, tá certo?
Um forte abraço!!!
Aline,
ResponderExcluirFiquei preocupado, pois, achei que fora o sistema que fizera aquela ignomínia.
Relembro, também, com saudades aquele período das aulas.
Minha satisfação é perceber que alguns, apesar da minha ranzinzice, conseguiram perceber que minha insistência em força-los ao pensamento crítico (ex: Leito de Procusto)era fundamental para a vida particular e profissional.
Agradeço pela confiança na minha postura.
Um grande abraço
Bom dia!!!!!!!!
ResponderExcluirCaramba, não pensei que a resposta viria tão rapidamente.....rs
Afinal, o correio eletrônico você recebeu? Eu pedi ao Heidi para encaminhá-lo pelo endereço dele...
Abraço
Aline,
ResponderExcluirAté agora, não.
Estarei atento e responderei prontamente.
Abraços
Paulão!!!
ResponderExcluirEstou assistindo a série Roma feita pela HBO, por volta de 44 a.c. lá se foram 2 mil anos e a política continua a mesma. Com uma diferença: hoje os adversários são eliminados de uma forma mais sutil.
Adiantando:
i)O que sentiu o Paulo M. quando descobriu que não era um novelo?
"....vejo caminhões e carros apressados a passar por mim
estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim
meu olhar se perde na poeira desta estrada triste...." Erasmo Carlos
sds, Valdir
Valdir,
ResponderExcluirO Paulo M. sentiu-se propriamente um.
Recebi os acréscimo do Gabriel (haja memória) e em algumas situações, alterei a redação.
A capacidade de humor do Gabriel é inigualável.
Estou sentido falta dos seus comentários sobre os meus desatinos.
Estando afundado no Império Romano, relembro de um dos Cesares (de Tito 8), que tem a seguinte dicção:"Amigos, hoje perdi o dia".
Abraços,
Paulo que continua sentado à beira do caminho
Boa noite professor Paulo. Gostei da história...Ainda bem que os cavalos não lêem se não eles estariam revoltados com a comparação.
ResponderExcluirHeidi,
ResponderExcluirA natureza, apesar de cruel é sábia.
Não permitiu que os demais seres vivos pudessem ter a consciência de sua existência e finitude. Além, de não sofrerem pelas dores da noção das atitudes humanas.
Qualquer ser vivo se setiriam revoltados, até os vermes.
Um grande abraço