
A insônia provocara um estado de letargia profunda em Marcus. Tomou seu banho, vestiu-se, dispensou o café da manhã, caminhou apressadamente, sensação equivocada produzida por uma mente conturbada, pois andava com passos arrastados, contidos, em direção ao ponto do bonde.
Percebera uma aglomeração de pessoas, o que não era comum naquele horário, concluindo que o transporte público passara a, frequentemente, atrasar, em contraposição ao intervalo dos bondes, regularmente cumpridos em um passado recente.
O fato de chegar atrasado ao trabalho não era causa de sua preocupação. Afinal, era funcionário do Departamento dos Correios e Telégrafos (DCT), que não primava por um horário rígido. O que lhe causava espécie era o comportamento do Governo, frente às concessões públicas.
O transporte por bondes e a distribuição de energia elétrica tinham, como concessionários, o mesmo conglomerado (Light), que passava por uma síndrome inexistente dos compêndios psiquiátricos, ou seja, a síndrome consciente do descaso.
Os bondes não cumpriam os horários e o fornecimento de luz elétrica, por sua intermitência, fazia concorrência aos vaga-lumes.
Marcus, sujeito pacato, avesso a qualquer tipo de aventura – por índole e gosto - deixara de subir no primeiro bonde.
Para sua surpresa e satisfação, o próximo bonde que parara era o que habitualmente tomava, tendo como motorneiro seu Joaquim e como condutor o seu Manuel (aqui abro parêntesis para explicar, aos mais jovens, que, motorneiro era quem conduzia, pilotava o bonde, enquanto o condutor era o cobrador das passagens. Isto posto, fecho o aludido parêntesis – seguindo as normas, hoje, um tanto quanto desprezadas).
Seu Joaquim, o motorneiro, era alto, esguio, imberbe, uma figura impoluta. Completamente compenetrado na sua faina, sempre com o uniforme azul marinho, com colete (exigência da companhia), impecável, engomado, com o laço da gravata perfeito e com seu quepe tendo, na parte frontal, uma plaquinha indicativa de sua função (Motorneiro), adequadamente colocada, lembrava a postura dos generais em festividades cívicas e/ou militares. Era extremamente educado, bom ouvinte, mas avaro nas palavras.
Quando os passageiros despejavam suas iras e, muitas vezes, impropérios sobre os atrasos recorrentes, sobre os excessos de passageiros, seu Joaquim ouvia-os, compenetrado, e respondia solenemente: “- É um problema.”
Seu Manuel, o condutor, era o avesso de seu colega de trabalho, tanto no gênio expansivo quanto na estatura. Era baixo, troncudo, com aqueles bigodes fartos, retorcidos nas extremidades, para cima. Com o passar dos anos, o coleguismo entre ambos transformou-se numa sólida amizade.
O exercício de sua atividade exigia dele uma habilidade própria dos contorcionistas, uma agilidade ímpar nos estribos e uma memória fotográfica, pois, a cada parada, desciam e subiam passageiros, e a cobrança da passagem não podia ser negligenciada. Era impensável a descortesia em solicitar o pagamento de quem já o efetuara.
Seu Manuel, além das habilidades mencionadas, possuía o dom de declamar versos de improviso e o fazia durante o transcurso da viagem, sem jamais, em tempo algum, repeti-los, no espaço compreendido entre o início e o ponto final da viagem.
Era uma figura folclórica e, talvez por isso, nenhum passageiro habitual dava o beiço, expressão da época, que significava deixar de pagar a passagem.
Outra característica de seu Manuel o condutor, digamos assim, era como procedia ao registrar o número de passagens cobradas. Ao acionar a cordinha específica o registrador que se assemelhava ao mostrador de um relógio grande, trocava o número totalizado anteriormente, acrescentando mais um, e assim, sucessivamente. Como um mantra com sotaque português, ouvia-se dele: “- Ô raios, dois pra mim e três pra Light”.
No final do dia, a companhia era subtraída em 40% de suas receitas brutas, que eram transformadas em materiais de construção pelo seu Manuel, o condutor.
Essa figura prosaica era incansável, em suas folgas. Pegava literalmente, na massa, ajudando o pedreiro que construía a sua próxima casa e, com desvelo extremado, cuidava do destino de suas finanças.
Seus sonhos de possuir uma vila de casas, de forma metódica, eram realizados, mediante o epíteto: “- Ô raios, dois pra mim e três pra Light”.
A vida seguia seu curso natural, com os atrasos constantes dos bondes, e o 66 não era exceção à regra. Sua peculiaridade era a concisão na resposta de seu Joaquim, o motorneiro, sempre com a indefectível frase: “- É um problema” e seu Manuel, o condutor, com seu humor constante, suas declamações poéticas e a famosa expressão ao registrar as passagens: “- Ô raios, dois pra mim e três pra Light”.
Seu Joaquim era casado e tinha uma prole de cinco filhos. Ao contrário de sua vida profissional, na particular negligenciava a família, era totalmente ausente. Enfim, levava sua vida fora dos trilhos, materializando uma ironia atroz pois, no seu ofício, jamais provocara um descarilhamento sequer.
Quando sua mulher, chegando às raias do desespero na administração da casa e dos filhos reclamava, seu Joaquim, ouvia tudo de forma impassível e, ao final da cantilena sofrida, utilizava-se de sua expressão imperecível: “- É um problema.” A partir daí, podia cair pedaços de céu velho e cacos de estrelas, que nada o alterava. As preocupações nunca o atormentavam. Para os familiares, sua conduta era condenável. Os comentários que chegavam aos seus ouvidos eram solenemente ignorados.
Seu Manuel, o condutor, era um solteirão – por gosto e convicção. Tinha suas amantes, sempre temporárias, pois, não admitia criar vínculos mais profundos. O amor era, para ele, o mesmo que o usuário do bonde: - um passageiro.
Seu projeto de vida estava dentro do prazo estimado e o custo poderia ter algum estouro orçamentário. Afinal, sua sócia, a Light, era a provedora. Bastava trocar a partilha dos números de seu mantra. Viveria de renda, dos aluguéis de sua vila de casas.
A vida seguia seu curso, com a mesma imprecisão do talvegue.
As seqüelas do tempo fizeram estragos na vida de seu Manuel. O viço começara a desaparecer e, na falta de um diagnóstico preciso, sua doença agravava-se. Após poucos meses, encontrava-se entrevado em uma cama. O destino punia-o pelos os excessos de contorcionismos de sua vida funcional, mediante uma contabilidade perversa.
O avanço na doença do Manuel provocou um recuo devastador na auto-estima de Joaquim. A ausência do amigo levou-o a procurar o setor de pessoal da empresa, pedindo transferência de linha.
Em questão de semanas, em razão de sua ficha profissional, fora transferido para o bonde do Departamento dos Correios e Telégrafos, que fazia o transporte da carga postal. Esse bonde tinha as seguintes peculiaridades: não tinha número, apenas a inscrição DCT, trabalhava apenas o motorneiro e sua cor verde contrastava aos demais, que eram cinza.
Joaquim visitava o amigo regularmente, sempre ouvindo as lamúrias do Manuel, constatando um quadro dolorido e deprimente, que avançava a cada semana.
Passado um mês, Manuel caminhava, inexoravelmente, para o fim.
Joaquim testemunhou que Manuel tinha plena consciência de sua morte chegando.
A morte, sempre insensível, por concessão inusual, permitiu a Manuel mais 66 minutos de vida.
Arfante, com os olhos fixos num ponto invisível, Manuel, dirigindo-se a Joaquim, seu único amigo, relatou-lhe todas as suas perplexidades e expressou seu medo, seu pavor da morte, da incerteza de encontrar-se com Deus ou com o diabo.
O tempo concedido esgotava-se.
Seu corpo entrou em estertores, a vida estava por um fio invisível. Aguardava, de seu amigo, suas últimas palavras de conforto de que desesperadamente necessitava, e o contato da mão amiga para segurar a sua dando, assim, segurança na passagem iminente.
Joaquim, com uma tristeza infinda, com as mãos trêmulas e com os dedos entrelaçados às suas próprias costas, reclina-se sobre a cama do moribundo e diz: “- É um problema.”
Nos segundos finais, antes de sua mente desligar-se da vida, por revolta provocada pela insensibilidade do amigo ou por força do costume, profere sua observação final: “- Ô raios”. E parte para um destino incerto.
Percebera uma aglomeração de pessoas, o que não era comum naquele horário, concluindo que o transporte público passara a, frequentemente, atrasar, em contraposição ao intervalo dos bondes, regularmente cumpridos em um passado recente.
O fato de chegar atrasado ao trabalho não era causa de sua preocupação. Afinal, era funcionário do Departamento dos Correios e Telégrafos (DCT), que não primava por um horário rígido. O que lhe causava espécie era o comportamento do Governo, frente às concessões públicas.
O transporte por bondes e a distribuição de energia elétrica tinham, como concessionários, o mesmo conglomerado (Light), que passava por uma síndrome inexistente dos compêndios psiquiátricos, ou seja, a síndrome consciente do descaso.
Os bondes não cumpriam os horários e o fornecimento de luz elétrica, por sua intermitência, fazia concorrência aos vaga-lumes.
Marcus, sujeito pacato, avesso a qualquer tipo de aventura – por índole e gosto - deixara de subir no primeiro bonde.
Para sua surpresa e satisfação, o próximo bonde que parara era o que habitualmente tomava, tendo como motorneiro seu Joaquim e como condutor o seu Manuel (aqui abro parêntesis para explicar, aos mais jovens, que, motorneiro era quem conduzia, pilotava o bonde, enquanto o condutor era o cobrador das passagens. Isto posto, fecho o aludido parêntesis – seguindo as normas, hoje, um tanto quanto desprezadas).
Seu Joaquim, o motorneiro, era alto, esguio, imberbe, uma figura impoluta. Completamente compenetrado na sua faina, sempre com o uniforme azul marinho, com colete (exigência da companhia), impecável, engomado, com o laço da gravata perfeito e com seu quepe tendo, na parte frontal, uma plaquinha indicativa de sua função (Motorneiro), adequadamente colocada, lembrava a postura dos generais em festividades cívicas e/ou militares. Era extremamente educado, bom ouvinte, mas avaro nas palavras.
Quando os passageiros despejavam suas iras e, muitas vezes, impropérios sobre os atrasos recorrentes, sobre os excessos de passageiros, seu Joaquim ouvia-os, compenetrado, e respondia solenemente: “- É um problema.”
Seu Manuel, o condutor, era o avesso de seu colega de trabalho, tanto no gênio expansivo quanto na estatura. Era baixo, troncudo, com aqueles bigodes fartos, retorcidos nas extremidades, para cima. Com o passar dos anos, o coleguismo entre ambos transformou-se numa sólida amizade.
O exercício de sua atividade exigia dele uma habilidade própria dos contorcionistas, uma agilidade ímpar nos estribos e uma memória fotográfica, pois, a cada parada, desciam e subiam passageiros, e a cobrança da passagem não podia ser negligenciada. Era impensável a descortesia em solicitar o pagamento de quem já o efetuara.
Seu Manuel, além das habilidades mencionadas, possuía o dom de declamar versos de improviso e o fazia durante o transcurso da viagem, sem jamais, em tempo algum, repeti-los, no espaço compreendido entre o início e o ponto final da viagem.
Era uma figura folclórica e, talvez por isso, nenhum passageiro habitual dava o beiço, expressão da época, que significava deixar de pagar a passagem.
Outra característica de seu Manuel o condutor, digamos assim, era como procedia ao registrar o número de passagens cobradas. Ao acionar a cordinha específica o registrador que se assemelhava ao mostrador de um relógio grande, trocava o número totalizado anteriormente, acrescentando mais um, e assim, sucessivamente. Como um mantra com sotaque português, ouvia-se dele: “- Ô raios, dois pra mim e três pra Light”.
No final do dia, a companhia era subtraída em 40% de suas receitas brutas, que eram transformadas em materiais de construção pelo seu Manuel, o condutor.
Essa figura prosaica era incansável, em suas folgas. Pegava literalmente, na massa, ajudando o pedreiro que construía a sua próxima casa e, com desvelo extremado, cuidava do destino de suas finanças.
Seus sonhos de possuir uma vila de casas, de forma metódica, eram realizados, mediante o epíteto: “- Ô raios, dois pra mim e três pra Light”.
A vida seguia seu curso natural, com os atrasos constantes dos bondes, e o 66 não era exceção à regra. Sua peculiaridade era a concisão na resposta de seu Joaquim, o motorneiro, sempre com a indefectível frase: “- É um problema” e seu Manuel, o condutor, com seu humor constante, suas declamações poéticas e a famosa expressão ao registrar as passagens: “- Ô raios, dois pra mim e três pra Light”.
Seu Joaquim era casado e tinha uma prole de cinco filhos. Ao contrário de sua vida profissional, na particular negligenciava a família, era totalmente ausente. Enfim, levava sua vida fora dos trilhos, materializando uma ironia atroz pois, no seu ofício, jamais provocara um descarilhamento sequer.
Quando sua mulher, chegando às raias do desespero na administração da casa e dos filhos reclamava, seu Joaquim, ouvia tudo de forma impassível e, ao final da cantilena sofrida, utilizava-se de sua expressão imperecível: “- É um problema.” A partir daí, podia cair pedaços de céu velho e cacos de estrelas, que nada o alterava. As preocupações nunca o atormentavam. Para os familiares, sua conduta era condenável. Os comentários que chegavam aos seus ouvidos eram solenemente ignorados.
Seu Manuel, o condutor, era um solteirão – por gosto e convicção. Tinha suas amantes, sempre temporárias, pois, não admitia criar vínculos mais profundos. O amor era, para ele, o mesmo que o usuário do bonde: - um passageiro.
Seu projeto de vida estava dentro do prazo estimado e o custo poderia ter algum estouro orçamentário. Afinal, sua sócia, a Light, era a provedora. Bastava trocar a partilha dos números de seu mantra. Viveria de renda, dos aluguéis de sua vila de casas.
A vida seguia seu curso, com a mesma imprecisão do talvegue.
As seqüelas do tempo fizeram estragos na vida de seu Manuel. O viço começara a desaparecer e, na falta de um diagnóstico preciso, sua doença agravava-se. Após poucos meses, encontrava-se entrevado em uma cama. O destino punia-o pelos os excessos de contorcionismos de sua vida funcional, mediante uma contabilidade perversa.
O avanço na doença do Manuel provocou um recuo devastador na auto-estima de Joaquim. A ausência do amigo levou-o a procurar o setor de pessoal da empresa, pedindo transferência de linha.
Em questão de semanas, em razão de sua ficha profissional, fora transferido para o bonde do Departamento dos Correios e Telégrafos, que fazia o transporte da carga postal. Esse bonde tinha as seguintes peculiaridades: não tinha número, apenas a inscrição DCT, trabalhava apenas o motorneiro e sua cor verde contrastava aos demais, que eram cinza.
Joaquim visitava o amigo regularmente, sempre ouvindo as lamúrias do Manuel, constatando um quadro dolorido e deprimente, que avançava a cada semana.
Passado um mês, Manuel caminhava, inexoravelmente, para o fim.
Joaquim testemunhou que Manuel tinha plena consciência de sua morte chegando.
A morte, sempre insensível, por concessão inusual, permitiu a Manuel mais 66 minutos de vida.
Arfante, com os olhos fixos num ponto invisível, Manuel, dirigindo-se a Joaquim, seu único amigo, relatou-lhe todas as suas perplexidades e expressou seu medo, seu pavor da morte, da incerteza de encontrar-se com Deus ou com o diabo.
O tempo concedido esgotava-se.
Seu corpo entrou em estertores, a vida estava por um fio invisível. Aguardava, de seu amigo, suas últimas palavras de conforto de que desesperadamente necessitava, e o contato da mão amiga para segurar a sua dando, assim, segurança na passagem iminente.
Joaquim, com uma tristeza infinda, com as mãos trêmulas e com os dedos entrelaçados às suas próprias costas, reclina-se sobre a cama do moribundo e diz: “- É um problema.”
Nos segundos finais, antes de sua mente desligar-se da vida, por revolta provocada pela insensibilidade do amigo ou por força do costume, profere sua observação final: “- Ô raios”. E parte para um destino incerto.

Profº Paulo,
ResponderExcluirPrimeiramente obrigado por explicar o que é condutor e motorneiro, realmente não sabia o que era e me senti jovem também por isso, rs.
Mais um texto no qual viajei na leitura(acho que tenho problemas mentais, pois viajo de verdade quando leio). Tive a sensação de que as pessoas nesse texto viviam mais a vida, aproveitavam os momentos por mais simples que fossem. Hoje corremos tanto que a
nem firmamos amizade com as pessoas que convivemos, e se firmamos, o pacto é quebrado muito facilmente e fazendo com que anos de convicênica sejam esquecidos em menos de uma semana.
Na parte "sarcástica"(se assim posso dizer) gostei da competição dos vaga-lumes com a light. Me fez lembrar de umas casas em Minas Gerais na minha infância, a energia era gerada por um moinho movimentado pela água. E do fato de estar chovendo pedaços de céu velho e cacos de estrela, fico imaginando como isso seria se realmente acontecesse. Como seria um pedaço de estrela? Será que seria uma coisa brilhosa e dourada como o ouro? Bom, viagens e mais viagens da minha mente.
Abraços...
Heidi,
ResponderExcluirNão tenho dúvida que naquela época vivia-se melhor e o relacionamento interpessoal era mais profundo e intenso.
Ainda peguei o final dos bondes, tenho uma vaga lembrança.
Tive a preocupação com a denominação da época ser inteligível para a geração presente, como conversei com um tio (82 anos) que repassou as informações sobre o uniforme, a cor do bonde do DCT (verde) e a trajetória do bonde 66 de que ele era usuário.
O resto foi mero exercício criativo de uma mente não brilhante.
Certamente, Heidi, caso ocorresse a queda de céu velho e cacos de estrelas, acho que nessa fração de segundos nossas retinas não conseguiriam ser impregnadas de qualquer luz e sim, da ausência da mesma (ficaria tudo preto).
Do mesmo modo que você fala de viagens da mente, para produzir um texto desse, sou um sério concorrente seu na quantidade de viagens mentais.
Fico satisfeito pelo texto ter provocado reminiscência, pelo visto boas para você.
Agradeço pelos comentários.
Um forte abraço,
Paulo Roberto
Tio, muito boa a historia,
ResponderExcluirlogo "Ô raios",não sou nada prolixo como o senhor, entao estender este comentário "É um problema.".
Bruno,
ResponderExcluirObrigado pelo comentário, agora você virou um sacana, idêntico ao seu pai.
Agora, isso não "É um problema", ao contrário,
caso o fôsse, "Ô raios", não declinaria,
Abraços
Olá Paulo!
ResponderExcluirLindo o texto e muito real...
Há pessoas que não tendem aos vínculos emocionais, talvez pelo medo de sofrerem, mas ao "Seu Manuel" restou um amigo, e com isto lembrei-me da passagem Bíblica que diz em Provérbios 18:24 "O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão."
E assim foi a amizade do "Seu Manuel e Seu Joaquim"!
Forte Abraço
Aline,
ResponderExcluirEssencialmente o que falta nos nossos tempos é o relacionamento interpessoal (companherismo, amizade), a individualidade prevaleceu, com isso, os vínculos humanitários ficaram, lamentavelmente, em desuso.
E sua menção a passagem bíblica é perfeita.
Agradeço pelo comentário sobre o texto.
Um grande abraço
Finalmente consigo uma fórmula para distinguir os Joaquins e Manoéis que passaram pela minha vida. De uma simplicidade digna de um franciscano, o autor consegue estabelecer o diferencial dos lusitanos expatriados e a relação empregador empregado onde sempre cada um se sente espoliado pelo outro. Ao remeternos a um passado quase ancestral, ficamos ao mesmo tempo saudosos e decepcionados pois com a substituição de alguns substantivos o texto refletiria muitas situações atuais
ResponderExcluirJorge Luiz,
ResponderExcluirEsse texto causou uma série de reminiscências em pessoas um pouco mais velha que eu, e felizmente foran boas. Através de "e-mails" li suas lembranças, daquela época, que julgavam extremamente felizes.
Concordo que com algumas substituições refletiriamos situações atualíssimas.
Parte do texto o fiz relembrando aquelas atividades culturais do PQZ.
Abraços
Nossa! Essa cronica da um esquete teatral, MARAVILHOSO! Deu para rir, para "chorar", para viajar no texto extremamente bem escrito. Muito bom, senhorito Paulo!
ResponderExcluirAmei a diagramacao do blog, as cronicas cada vez que passam nos surpreendem mais pela indiscutivel qualidade.
Beijos, caro escritor!
Abracos Energeticos,
Sua fa!
Tâmara,
ResponderExcluirPuxa, com surpresa vejo os seus comentários nesse espaço de desvairo.
Fico feliz por ter gostado das situações de insensatez do texto.
Estou preocupado com minha insanidade mental, pois, em alguns textos, ainda não postados, o personagem parece adquirir vida própria.
Grandes beijos
Muito bom Paulão!!!
ResponderExcluirApesar de não ter vivido essa época, lendo o texto, dá para imaginar as figuras, o bigode com as pontas para cima, etc. Aliás, esse portuga de bobo só tem o nome e o jeito de falar, 3 prá lá e dois prá cá!!!! Ganha mais que a Light.
Hoje eu li seu próximo texto (do Paulo M.) - muito engraçado, dei alguns pitacos.
Dali dá prá iniciar um novo assunto:
O motorista disse que se passou por volta de 87, 2 a 3 anos depois apareceu o caçador de marajás, no qual se enquadrava o Paulo M. e o motorista, é mole??? Falta de produtos, poupança confiscada (não havia produtos prá quê dinheiro??? plano coerente não é mesmo???). Me lembrei do Gabi falando que descobriu um mercadinho a 40 minutos a pé onde havia óleo de soja sendo vendido sem limites de unidade. Ele convidou um munheca de samambaia para ir comprar o produto, divindo um táxi. O cara aceitou, mas, tiveram que ir a pé.... se tiver gostado da sugestão, assunto não falta.
Sds, Valdir
Valdir,
ResponderExcluirPeguei o final do transporte dos bondes, era moleque. Realmente foi uma época fantástica, onde o furto era práticado pelos indivíduos de mão-leve, retirando dinheiros dos bolsos das calças com uma habilidade tamanha que mereciam o que era expropriado. Treinavam usando um sininho e quando os mesmos não emitiam nenhum som, então estavam habilitados, qualificados para a profissão.
Quanto a mazela do Paulo M. essa é uma mácula ao meu cavalherismo.
Aproveitarei as suas idéias para futuros textos.
Abraços