
O Coisa Ruim, o Diabo, vagava pelo espaço terrestre para distrair o espírito, quando deparou-se com a Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Um calafrio instantâneo percorreu seu corpo, pois o número 3 (três) não era, definitivamente, seu dígito de sorte.
Afinal, como é de conhecimento de todos, foi a Santíssima Trindade (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) que o defenestrou do paraíso, juntamente com seus asseclas (assessores), quando aventuraram-se num golpe para conquistar o poder eterno.
Sua primeira reação foi sumir daquele local imediatamente. Contudo, lembrando-se de sua última sessão de análise, controlou-se.
Apesar de ser um anjo decaído possuía, ainda, os poderes da onipresença e da invisibilidade.
Percorreu o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, a Esplanada dos Ministérios e testemunhou infindáveis transgressões que, variavam, apenas, em gênero, número e grau: - trapaças inomináveis, acordos cavilosos, traições múltiplas ao povo, etc. Em tempo real, graças à faculdade da ubiqüidade, assistia uma legião de deserdados da sorte, massacrados pela fome, pela ignorância, pela ausência de políticas sociais, abandonados na velhice e na tenra idade. O diabo ficou perplexo.
O Coisa Ruim passou da letargia à depressão, em milionésimos de segundo. Afinal ele, com seus atos e feitos praticados desde tempos imemoriais, não passava de um neófito na arte do mal.
Numa explosão diabólica, reuniu forças e, com passos trôpegos, presenciou uma sessão do Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas retinas seculares ficou registrada, de forma indelével, a maior concentração de vaidades de todos os tempos.
Entretanto, a gota d’água ou, melhor dizendo, a gota de enxofre que faltava, caiu quando ouviu o voto do Ministro Relator, sustentando o princípio da insignificância sobre a questão levada a pregão e acompanhada, aliás, por unanimidade, pelo colendo Tribunal.
O Diabo, cuja aversão à perda era de origem traumática (expulsão peremptória do paraíso), achara que o aludido princípio, por analogia, poderia fundamentar uma ação, a ser ajuizada no Tribunal do Céu, para reabilitá-lo, subscrita por uma legião de advogados que dissentiam de suas ações, a seu ver, diabólicas, mas aos olhos dos causídicos, não. Satanás atribuía essa oposição à recente divulgação de um censo, por categoria profissional no inferno, onde massivamente os operadores da lei suplantavam o somatório das demais.
Em profunda depressão, cabisbaixo, com o rabo entre as pernas, literalmente, o Diabo tomou o caminho do seu Reino de Trevas.
O Pai da Mentira, cujo registro consta no Cartório dos Tempos, viu sua paternidade colocada à prova, diante da naturalidade e intimidade com que os mandatários dos poderes constituídos do Brasil a manipulavam, com desvelo paternal.
Em seu retorno ao lar compreendeu, de forma definitiva, a alegria permanente dos brasileiros, contrapondo-se às demais nacionalidades do mundo, no seu reino de choro e ranger de dentes. Afinal, o seu domínio era um eterno paraíso, comparado com os dias infernais vividos por eles no Brasil.
Um calafrio instantâneo percorreu seu corpo, pois o número 3 (três) não era, definitivamente, seu dígito de sorte.
Afinal, como é de conhecimento de todos, foi a Santíssima Trindade (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) que o defenestrou do paraíso, juntamente com seus asseclas (assessores), quando aventuraram-se num golpe para conquistar o poder eterno.
Sua primeira reação foi sumir daquele local imediatamente. Contudo, lembrando-se de sua última sessão de análise, controlou-se.
Apesar de ser um anjo decaído possuía, ainda, os poderes da onipresença e da invisibilidade.
Percorreu o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, a Esplanada dos Ministérios e testemunhou infindáveis transgressões que, variavam, apenas, em gênero, número e grau: - trapaças inomináveis, acordos cavilosos, traições múltiplas ao povo, etc. Em tempo real, graças à faculdade da ubiqüidade, assistia uma legião de deserdados da sorte, massacrados pela fome, pela ignorância, pela ausência de políticas sociais, abandonados na velhice e na tenra idade. O diabo ficou perplexo.
O Coisa Ruim passou da letargia à depressão, em milionésimos de segundo. Afinal ele, com seus atos e feitos praticados desde tempos imemoriais, não passava de um neófito na arte do mal.
Numa explosão diabólica, reuniu forças e, com passos trôpegos, presenciou uma sessão do Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas retinas seculares ficou registrada, de forma indelével, a maior concentração de vaidades de todos os tempos.
Entretanto, a gota d’água ou, melhor dizendo, a gota de enxofre que faltava, caiu quando ouviu o voto do Ministro Relator, sustentando o princípio da insignificância sobre a questão levada a pregão e acompanhada, aliás, por unanimidade, pelo colendo Tribunal.
O Diabo, cuja aversão à perda era de origem traumática (expulsão peremptória do paraíso), achara que o aludido princípio, por analogia, poderia fundamentar uma ação, a ser ajuizada no Tribunal do Céu, para reabilitá-lo, subscrita por uma legião de advogados que dissentiam de suas ações, a seu ver, diabólicas, mas aos olhos dos causídicos, não. Satanás atribuía essa oposição à recente divulgação de um censo, por categoria profissional no inferno, onde massivamente os operadores da lei suplantavam o somatório das demais.
Em profunda depressão, cabisbaixo, com o rabo entre as pernas, literalmente, o Diabo tomou o caminho do seu Reino de Trevas.
O Pai da Mentira, cujo registro consta no Cartório dos Tempos, viu sua paternidade colocada à prova, diante da naturalidade e intimidade com que os mandatários dos poderes constituídos do Brasil a manipulavam, com desvelo paternal.
Em seu retorno ao lar compreendeu, de forma definitiva, a alegria permanente dos brasileiros, contrapondo-se às demais nacionalidades do mundo, no seu reino de choro e ranger de dentes. Afinal, o seu domínio era um eterno paraíso, comparado com os dias infernais vividos por eles no Brasil.

TEXTO PERFEITO, REDIGIDO PELO HOMEM MAIS INTELIGENTE QUE EU CONHEÇO... MEU PAI!!!
ResponderExcluirVAMOS PROVIDENCIAR A PUBLICAÇÃO DO LIVRO LOGO HEIN...
BEIJOS, TE AMO!!!
PAULINHA.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirPai, você é o cara!
ResponderExcluirQuando crescer quero ser igual a você ... rs
Que as "apedeutisses" gere bons frutos.
Sucesso no blogspot meu escritor favorito!
OBS: Pega leve com o Diabo na próxima vez ... rs
Marcus,
ResponderExcluirVocê não será igual a mim, pois, você já me superou há muito tempo, tenha convicção disso.
Puxa, estou sendo o advogado do diabo.
Beijos de seu pai
Consegui Paulão
ResponderExcluirRosangela Porto da Silva
Tio,,,,grandioso nas palavras e no coração!!!
ResponderExcluirParabéns!!!!!!adoreiiii !!verdadeiro,,,coitado do diabo!!!!
QUANDO SAII O LIVRO!!!!!
Gabi,
ResponderExcluirNão fique provocando seu tio velho, pois, num desvairo acabo comentendo essa sandice de escrever um livro.
Beijos
Paulão.
ResponderExcluirGostei muito do texto e tinha certeza que seria muito interessante, vindo de alguém espirituoso como voce. É bom exercitar a mente escrevendo e ao mesmo tempo se divertindo com as agruras do coisa ruim. Continue assim.
Abraços,
Roberto
Grande Paulão (Mais de 1,80m- risos....). Da-lha cara.....
ResponderExcluirTio,
ResponderExcluircheguei a ficar com pena do coisa ruim...rsrsrs. Adorei a criatividade como descreve as ações do nosso poder público.
Quando sai o livro?????
É uma satisfação ler o texto do velho companheiro de JUVENATO, prepare-se para concorrer a uma vaga na academia brasileira de letras, potencial tem, o MARISTA nos deu muita bagagem e nós devemos ser muito GRATO por isso,
ResponderExcluirPARABÉNS, um abraço do amigo de sempre.
Júlio Magevski
Júlio,
ResponderExcluirAgradeço pela benevolência com o velho amigo do Juvenato que trás boas lembranças.
A aposentadoria o leva a vida de mandrião,então,ocupo uma parcela de meu tempo escrevendo, por teimosia, esses textos de 15a. categoria.Em paralelo rascunho um livro.
Provavelmente, o novo texto redigido, aparece o tributo que presto a você, no que tange ao nome do personagem Mayevsky, figura central e não passa de um mendigo.
A memória que nunca foi minha aliada, fez mais uma das suas e confudi a escrita de seu sobrenome.
Numa de nossas conversas, relatei que usava o pseudônimo, acima aludido.
Lembranças aos seus.
Abraços do amigo que não o vê, há décadas.
Paulo
Lilian,
ResponderExcluirSeu tio decrépito está rascunhando, algo que pretendo transformar em um livro. A velhice permite você ser expor, conforme o texto publicado, ao rídiculo sem grande traumas.
Agradeço pelos comentários, você sempre foi generosa.
Beijos
Big Poul.
ResponderExcluirDepois da leitura de alguns de seus rascunhos, não tive dúvidas: sou um apedeuta.
A propósito, seu seguidor incorporado e futuro recebedor de proventos do INSS está muito ranzinza com suas publicações - não faz ideia de como criar um blog, aliás, não sabe nem o que um blog!!!!!
Valdir
Valdir,
ResponderExcluirCaso eu tenha desiquilíbrado o meu futuro companeiro de aposentadoria, dou-me por feliz.
Atingi um dos meus objetivos.
Agora, não cometa essa injustiça de incluir-se no grupo dos apedeutas, agora vale uma ressalva, cuide-se, pois, você convive com muitos dessa categoria e o risco é você emudecer-se.
Abraços,
Paulão
Ae Painho II... diante de tanta consciência política, pouca tolerância ao descaso dos governantes sobre os” miseráveis” deste país e sobre tudo, sua inabalável fé no coisa ruim e na vida como causa perdida, acho que está na hora de te apresentar meu pai biológico e meus 5 irmãos paupérrimos...rs... vamos dividir essa sua agonizante aposentadoria ...rs... põe água nesse feijão!!!
ResponderExcluirParabéns pelo blog cunhadão... e lembre-se sempre que; pior que sogra é cunhada agregada... rsrsrsrsrs
Beijão!!
Comentário feito por Dalvinha.
Dalvinha,
ResponderExcluirMinha cota de indignidade parece que sempre aumenta, tal qual,as das últimas cheias nos rios do Sul e do Nordeste.
Sua observação que pior do que sogra é cunhada agregada, é de uma lucidez solar.
Peço ajuda do pai biológico e dos seus 05 irmãos para remeterem numerários para minha conta, pois, os proventos da aposentadoria do INSS é de uma vileza ímpar.
Beijos de um deserdado da sorte,
Paulo
Tio com todo respeito,tenho um sogro escritor rsrsrsr
ResponderExcluirMas tenho que concordar,coitado do diabo.Parabéns,quando sair o livro quero ser o primeiro a ter o exemplar.
Parabéns.
Marcos,
ResponderExcluirTento escrever alguma coisa com extrema dificuldade, mas insisto.
Veja que o Coisa Ruim não teve condições psicológicas para assistir os descalabros de nossos homens públicos.
Quanto ao livro, talvez, saia.
Grato pelo comentário generoso.
Forte abraço do seu tio,
Paulo Roberto
Como ja lhe disse anteriormente, so mesmo você e meu ídolo Ariano Suassuna tem tanta intimidade como Sete Pele; espero que voce continue infernizando ou melhor paraisidifiando a vida do senhor de Lúcifer, mesmo que a luz demore a vir
ResponderExcluirJorge Luiz,
ResponderExcluirSempre achei a figura do Maligno perversamente composta pelos promotores, quase sempre desqualificada, que adjetivam suas ações (do capeta)pedindo sempre sua condenação
Nas oportunidades que tenho procuro redimi-lo.
Sou um nefelibata que não concorda com injustiças.Procuro trazê-lo à luz da razão.
Abraços